8ª Jornada: Galitos / Hello Aveiro 69 – Olivais 68

Aprender a ganhar “sofrendo”…vai dar “frutos” no futuro

Na recepção ao Olivais tivemos pela frente não a equipa que só tem derrotas nesta fase, mas uma mais forte e renovada com excelentes executantes com traquejo de Sub-19.
A vitória neste jogo era crucial para definir o que temos de fazer nas últimas 2 jornadas e reforçar a nossa posição de líderes.
O jogo começou com um ritmo alto da nossa parte (12-2), mas fomos sendo pressionadas pelo número excessivo de faltas, algumas delas só por “respirar” próximo das adversárias, não acontecendo o inverso, sendo assim, terminou-se este período só com 6 pontos de vantagem. No 2º período tudo foi mais equilibrado e com a 4ª falta de uma das nossas jogadoras mais influentes a gestão do jogo e a nossa habitual agressividade defensiva foi afectada, tendo o Olivais recuperado aos poucos, num período em que só se atacou na “quadra”, indo nós para o intervalo já a perder por 1 ponto.
No reinício, sofrendo 2 triplos de rajada, tivemos um período penoso para não deixar fugir o Olivais, mais do que os 7 pontos no final do período após parcial de 2-11. Na recta final entrámos com tudo, mudámos sistema defensivo, alterámos a forma de atacar, baralhando o adversário e com vontade de ganhar. Voltámos ao jogo após uns 11-2 e mesmo após a 5ª falta da Mariana, com 4 minutos para jogar, o grupo cumpriu com vontade, confiança, conseguindo explorando ofensivamente situações novas nunca antes treinadas, mas adaptadas ao momento, resistindo uma vez mais nos últimos 25 seg, a uma falta anti-desportiva e 2 posses contrárias, com uma defesa “guerreira” mas consciente.
Na estatística, destaque para os CA (10/6 60%), LC (51/25 49%) e só 13 perdas bola.
Estranho termos conseguido o melhor desempenho do ano ao nível de eficácia de lançamento e termos o pior desempenho defensivo, muito por culpa do critério das 23 faltas!!!, não nos deixando jogar e não premiando o gosto de defender adquirido nos treinos, mas não vamos mudar. A 2 jornadas do fim está já definido o que temos de fazer: perdendo em Gaia com o Bolacesto a 25/04, temos de ganhar por 7 em casa ao Lousada, ganhando em Gaia, basta em 01/05, vencer por…meio ponto.
O 1º Objectivo já está conseguido de qualquer forma: levar a decisão de vencer a série na nossa “casa” e depois tentar o 2ª Objectivo: presença na fase final do Inter-Associações.
Agora, muito empenho nos 19 dias de treino para merecermos ter sucesso, nessa semana decisiva.
Obrigado aos pais e público, pelo ambiente “excitante”, o êxito também é vosso. Pelo Galitos…canta, canta…GALO!
Hélder Silva
Parciais: 20-14; 18-25; 13-19; 18-10
Marcha: 20-14; 38-39; 51-58; 69-68

Galitos: Joana Tavares (12) Bruna Pires (8), Mariana Oliveira (25), Catarina Pereira, Maria Morais (2), Adriana Ramos (6), Vanessa Marieiro, Inês Araújo (8) e Angélica Mendes (8)

17ª Jornada: CAD 76 – Galitos/AAUAv 69

Somos capazes do melhor… e do pior.

Depois dos bons resultados obtidos contra as equipas colocadas nos três primeiros lugares da classificação partimos para este jogo na expectativa de conseguirmos um resultado positivo e uma boa exibição. Acabámos por não conseguir nem uma coisa nem outra.
O 1º período desenrolou-se com equilíbrio e com os ataques a superarem as defesas contribuindo para o elevado resultado no parcial. A nossa fraca prestação defensiva resultou em 26 (!) pontos sofridos nos primeiros 10 minutos. A equipa local rapidamente se apercebeu da permeabilidade da nossa defesa e chegou ao intervalo com uma vantagem que se justificava.
No intervalo procurámos corrigir os aspectos defensivos, repor alguma serenidade no ataque e apelar à experiência da equipa. No regresso ao jogo, uma boa atitude defensiva permitiu anular alguns pontos fortes da equipa do CAD que só marcou 10 pontos neste período. O nosso ataque também melhorou, assentando em transições fortes e numa boa selecção de lançamento, levando-nos para o derradeiro período apenas com 3 pontos de desvantagem.
No último período conseguimos uma vantagem de 5 pontos que rapidamente se esfumou quando deixámos de defender e optámos por acções individuais em detrimento do colectivo, acumulando sucessivos erros no ataque. Os 2 primeiros períodos não serviram de lição e voltámos a consentir que a equipa adversária tivesse liberdade nas suas acções ofensivas e concretizasse muitos pontos fáceis.
Como o título desta crónica indica, somos capazes do melhor e do pior. Neste jogo fomos capazes do pior durante muitos (mesmo muitos) minutos. Para além dos maus índices estatísticos (média de 19 pontos sofridos por período, 26 turn-overs, 50% e 44% de concretização de lances livres e lançamentos de 2 pontos, respectivamente), é preocupante verificar que a qualidade individual defensiva está muito abaixo das nossas capacidades. Para além disso, é confrangedor assistir a tão más opções no ataque, sobretudo porque a equipa tem grande capacidade técnica e porque trabalhamos os aspectos tácticos em todos os treinos desde o início da época, explorando todas as soluções do nosso modelo de jogo.
Para os adeptos da equipa local foi um bom jogo porque viram a sua equipa lutar, dominar e vencer. Para nós, o jogo valeu sobretudo pelos momentos em que conseguimos disfarçar as lacunas defensivas (3º período) e explorar melhor o ataque o que nos permitiu recuperar e passar para a frente do marcador.
Este foi um jogo entre uma equipa experiente (supostamente a nossa), mas desconcentrada, apática e que jogou a passo contra uma equipa jovem, mas determinada, agressiva e que jogou a correr. No basquetebol moderno é difícil ter sucesso quando se joga sem dinâmica, sem concentração, sem agressividade, sem velocidade, sem intensidade. Modelos de jogo demasiado rígidos ou muito especializados são previsíveis e facilmente desmontados pelas defesas inteligentes. Modelos de jogo semi-rígidos ou livres quando executados sem intensidade e agressividade ofensiva são ineficazes e perfeitamente inócuos. É este o nosso caso. Por outras palavras, não importa o modelo de jogo adoptado, mas sim a forma como os jogadores o executam. E nós executámos mal, na defesa e no ataque.
Nas crónicas anteriores foi dado algum ênfase à importância do colectivo, ao rigor no trabalho para conseguirmos melhorar todos os dias e à necessidade de reconhecermos o nosso papel para melhor podermos contribuir para o sucesso da equipa. O valor de uma equipa não se mede apenas pelos resultados desportivos, mas são os resultados que ajudam a consolidar esse valor.
É importante saber interpretar o que vai sendo escrito nas crónicas. Já não espero que se perceba o que está escrito nas entrelinhas, mas, pelo menos, aquilo que se escreve nas linhas.
Hugo Fernandes
Parciais: 26-22, 21-14, 10-18, 19-15
Marcha: 26-22, 47-36, 57-54, 76-69

Galitos: Manuela Oliveira (5), Cláudia Conceição, Catarina Martins (18), Teresa Oliveira, Inês Afonso (2), Joana Capela, Vânia Costa (4), Maria Cristo (13), Andreia Migueis (8), Diana Marques, Sara Morais (15) e Rita Pires (4).

Resumo da 3ª Fase

Muito bom alternado com menos bom
Podemos dizer que esta 3ª fase foi composta apenas por 2 jogos, um fora contra o Illiabum e outro em casa frente ao Colégio de Calvão.
Observando ambos os jogos temos a perfeita noção que foram completa-mente diferentes das outras fases, quer porque o Colégio e o Illiabum apre-sentaram equipas diferentes e mais reforçadas, quer porque já tínhamos mais treinos e mais tempo de jogo.
O encontro frente ao Illiabum correu muito melhor do que o jogo da 2ª fase, muitas saídas para contra-ataque em passe, melhor controle de bola e melhor posicionamento defensivo. Conseguimos ver já alguma evolução dos nossos atletas tendo terminado o jogo empatado.
No jogo com o Calvão o oposto do jogo em Ílhavo, tudo nos correu mal e tudo nos saiu mal, ainda por cima a jogar com uma equipa constituída por jogadoras mais experientes, que têm já em muitas situações outro conhecimento do jogo e melhor posicionamento em campo. Não foi decididamente o nosso dia, foi talvez o nosso pior jogo.
Ou seja resumindo numa palavra esta 3ª fase, passamos de um bom resultado em Ílhavo para um mau resultado em casa, mas o processo de crescimento e aprendizagem de um atleta é isto mesmo. Temos todos de continuar a trabalhar para melhorar sempre.
Sofia Pinho e Melo


9ª Jornada: Vasco da Gama 67 – Galitos/ATRIUM 60

Acordámos tarde demais…
Sem qualquer dúvida, esta tarde entrámos muito tarde no jogo.
No 1º período estivemos apáticos e com pouca agressividade defensiva e ofensiva. O nosso adversário aproveitou e ganhou uma ligeira vantagem de 6 pontos.
Entrámos com muito pouca alma e espírito de luta no 2º período, parecíamos uma equipa amorfa e sem rumo com alguns falhanços incríveis, 4 bandejas sozinhos em situações de 1x0, algo inacreditável numa equipa como a nossa que normalmente não perdoa estas oportunidades, acabando a perder por 33-23, ao intervalo.
Tentámos ao intervalo rectificar o que teve menos bem mas continuámos sem sucesso. Na realidade acabámos por dar o ouro ao bandido. Excesso de lances individuais, acabou por se traduzir num período novamente negativo para a nossa equipa (13-16).
No 4º e ultimo período, com o resultado em 36-53 e faltando cerca de 8 minutos para o final suou o gongo nas nossas cabeças. Com uma pressão a todo campo acabando numa zona 2x3 o nosso adversário sofreu um parcial de 14-3, ficando o resultando a apenas 6 pontos de diferença com 3 minutos para jogar.
Aqui sim, foi o momento chave do jogo, pois com pouco tempo para jogar e depois da vantagem que dispôs o nosso adversário, viu essa vantagem fugir-lhe entre os dedos e com a nossa equipa agressiva e confiante, o nosso adversário marca 2 pontos numa falta ofensiva clara, onde o nosso atleta é pontapeado no estômago e não pode jogar mais e logo em seguida, quando o resultado está em 61-60, o Vasco marca um triplo após um adversário permanecer vários segundos na área restritiva. A partir deste momento e com apenas 17 segundos para jogar pouco ou nada havia a fazer.
No entanto, como é óbvio a única e exclusiva razão desta derrota é da nossa responsabilidade, pois deu 32 minutos de vantagem em campo ao adversário, que na sua casa ainda não perdeu. E nós quando jogamos 40 minutos ao nosso ritmo dificilmente somos derrotados, apenas temos de acreditar em nós próprios e não estarmos com receio do que pode acontecer no final do jogo.
Só temos que continuar a trabalhar e os resultados irão com certeza aparecer. Treinar mais e melhor é a receita do sucesso.
José Guerreiro
Parciais: 18-12; 15-11; 16-13; 24-18
Marcha: 18-12; 33-23; 49-36; 67-60

Galitos: Bolon Sauané (9); Pedro Santos (11); Francisco Gonzalez; Tiago Maio (2); Michael Duarte (9); Pedro Seabra (15); Gonçalo Catarino (9); João Limas; Matthew Moreira; Luís Sousa; Miguel Oliveira (5) e Vasco Quintino.





Selecção Distrital de

Sub 16 Femininos


As Selecções Distritais entram na recta final da sua preparação com vista à participação na Festa do Basquetebol Juvenil que se realiza mais uma vez em Portimão de 14 a 17 de Abril, onde as 4 equipas de cada uma das 19 Associações Distritais do país, mais de 900 atletas, irão discutir os respectivos títulos de Campeão Nacional.

Na Selecção de Sub-16 Femininos Mariana Oliveira do Galitos será uma das 15 atletas que vão participar nesta última etapa da preparação sob o comando dos Seleccionadores João Costeira e Tatiana Iourtaeva.

Atletas convocados:
  • Brandoense - Catarina Marques, Joana Tavares, Rute Silva e Tamara Santos
  • Sanjoanense - Alexandra Ferreira, Patrícia Moreira e Sofia Pinheiro
  • Gafanha - Inês Franco, Andreia Branco, Joana Soeiro e Vitalina Pinto
  • Calvão - Jéssica Pinho e Inês Veiga
  • Sangalhos - Joana Marques
Programa de Treinos:
  • Dia 9 das 15.00 às 17.00 horas no Pavilhão do Brandoense
  • Dia 10 das 9.30 às 11.00 horas no Pavilhão da Universidade
  • Dia 10 das 15.00 às 17.00 horas no Pavilhão do Galitos
  • Dia 11 das 9.30 às 11.00 horas no Pavilhão do Galitos
  • Dia 11 das 15.00 às 16.30 horas no Pavilhão do Galitos
  • Dia 12 das 11.00 às 12.30 horas no Pavilhão do Galitos


Aprender na ACB (3)

A importância de defender bem


Por António Paulo Ferreira


No desenvolvimento da ideia de que o jogo na ACB é um bom retrato do que o basquetebol é na actualidade, ficou reforçada a minha convicção de que a DEFESA É REALMENTE O MOTOR DO DESENVOLVIMENTO DO JOGO. Por diversas razões, hoje não tenho dúvidas em pensar assim.

Num (grande) clinic realizado há mais de 10 anos atrás pela Associação Europeia de Treinadores de Basquetebol, no antigo pavilhão Carlos Lopes, ouvi Hubbie Brown dizer que “o ataque vende bilhetes e a defesa ganha jogos”. A frase pareceu-me interessante, na linha do que mais tarde ouvi Luís Magalhães afirmar que “o ataque ganha um jogo, mas a defesa campeonatos”.

A oportunidade de estar perto da equipa dos Estudiantes e participar como observador nos jogos em que estive, fez-me não só recordar estas expressões, como perceber que na evolução do jogo, a defesa tem um papel ainda mais importante do que a simples (mas tão fundamental na nossa vida de treinadores) questão de ser determinante nas vitórias dos jogos ou dos campeonatos.

Parece-me que toda a evolução do basquetebol tem andado a reboque do nível a que a qualidade defensiva das equipas e dos jogadores vai conseguindo chegar. Afirmo isto por duas razões:

•Primeiro, porque a qualidade ofensiva dos jogadores só é posta à prova quando tem pela frente elevadas exigências defensivas. Só confrontados com tais exigências os jogadores são obrigados a encontrar novas soluções: aumenta a velocidade de execução, o tempo de reacção, a pressão para marcar e diminui a tolerância ao erro. Os jogadores têm que trabalhar mais, estar preparados de forma mais exigente se quiserem produzir respostas de maior qualidade.

•Segundo, porque a qualidade defensiva das equipas obriga o ataque a ser mais colectivo, a utilizar o tempo com maior disciplina táctica, a seleccionar lançamentos de forma mais capaz e a tentar outras soluções para evitar o 5x5. Nestas circunstâncias o contra-ataque aparece igualmente como uma arma decisiva. Porque este é fundamental para negar situações de 5x5 e porque ele só é capaz de ser expresso como modelo de jogo de uma equipa, quando essa equipa assenta o seu jogo numa sólida qualidade defensiva.

O ataque se não for contrariado acomoda-se. Naturalmente vai-se acomodando ao sucesso que os seus argumentos possuem. Se a defesa não aparecer como um factor de ruptura do nível do jogo, o jogo não evolui. Parece-me ser assim desde o início do ensino do jogo aos mais jovens até ao necessário apuramento da eficácia dos movimentos colectivos ao alto nível. Esta parece-me uma característica muito evidente que o basquetebol da ACB tem na sua essência. Defende-se muito e parece-me que bem, com jogadores totalmente empenhados e disponíveis para assumir as suas responsabilidades defensivas. É possível ver jogos com resultados abaixo dos 60 pontos, muitos casos com ambas as equipas a marcar menos de 70 pontos, sem que o jogo perca qualidade e emoção.

As grandes marcas são a forte pressão na bola quase sempre estendida em campo todo; uma aposta muito clara na pressão das linhas de passe, principalmente na negação à mudança de lado da bola e ao passe interior; uma reacção pronta aos diversos sinais do jogo – a prontidão na passagem nos bloqueios directos, tempos de ajuda e recuperação atempados e uma luta grande pelas bolas perdidas e ressaltos – uma tentativa permanente para pressionar lançamentos, com autênticas perseguições aos lançadores nas saídas de bloqueios ou com trocas defensivas de recurso que impedem fáceis recepções para tiro. Perante uma defesa tão exigente, e para que o jogo resulte num evento de assinalável qualidade, é porque a qualidade dos argumentos ofensivos são também abundantes. E é neste diálogo que os jogos se vão sucedendo.

Importar os valores da defesa para o nosso basquetebol, julgo que poderia resultar num determinante aspecto para a evolução do nosso jogo. Não uma forma de estar na defesa que estrategicamente aposte no demérito do ataque. Esta é importante, não nego a sua importância. Mas parece-me que a defesa que cada vez mais importa privilegiar, é aquela que é uma fonte de pressão permanente para o ataque, diminuindo-lhe o tempo para pensar e o espaço para jogar. Esta última forma de defender é a que só com muito trabalho se consegue construir, não lhe basta ter estratégia, é preciso ter físico, reacção, espírito de luta e agressividade. Quando estes fundamentos estão presentes, a estratégia vai refinar a qualidade da defesa e oferecer-lhe maiores condições de sucesso. Parece-me mais esta forma de estar na defesa, aquela que vi as equipas interpretarem nos vários jogos que tive a felicidade de assistir.
António Paulo Ferreira

Mês de Março – Sub-16 Femininos

Destaque Mensal de participação nas actividades da Equipa

No 7º mês da temporada destaque para as 3 atletas que não faltaram a actividades da equipa e para mais 7 atletas que participaram em mais de 80% das actividades.

7ª Jornada: Gumirães 72 – Galitos/INDASA 56

Pina SHOW…

No passado sábado a equipa de cadetes Galinácea deslocou-se a Viseu para defrontar o Gumirães.
Um jogo que se adivinhava difícil pelo valor da equipa da casa, ficou ainda mais difícil com a forma com que nos deixaram entrar em campo.
Sabíamos de antemão que a equipa do Gumirães defendia com muita pressão e agressividade e preparamo-nos para esse facto. Embora estando desfalcados de João Padilha nada faria prever que não estivéssemos suficientemente concentrados para sairmos da pressão confortavelmente. Para agravar a situação não conseguimos lidar com o uso excessivo de agressividade não assinalada por um árbitro que durante todo o jogo intimidava e sorria com o gozo que lhe dava essa situação. Lamentavelmente isto ocorre demasiadas vezes, mas não podemos identificar o clube com esta pessoa.
Os 3 primeiros períodos ficaram marcados então por uma constante pressão do Gumirães, muitas perdas de bola da nossa equipa e quando conseguíamos atacar não fomos tão eficazes como gostaríamos.
No 3º período os 19 pontos de diferença não nos deixavam pensar em discutir o resultado. Apesar disso no último período, talvez por estar sentenciado o jogo, deixaram-nos pressionar um bocadinho e acabámos por ter um jogo interessante e equilibrado, algo que poderia ter acontecido o jogo todo.
Independentemente do que foi ocorrendo o Gumirães tem uma equipa interessante, muito lutadora e acaba por ser um justo vencedor embora o resultado dilatado não espelhe a diferença entre as 2 equipas.
Durante todo este tempo que escrevo as crónicas dos resultados da minha equipa nunca fiz destaques individuais, mas penso que desta vez é mais do que merecido, perante o jogo que o Luís Pina fez este fim-de-semana.
A atitude lutadora, inteligente e o espírito de sacrifício demonstrado em campo por este atleta, e em particular neste jogo é exactamente aquilo em que me revejo e que considero que todos os atletas deveriam ter.
Espero que os colegas fiquem com esta atitude na memória e que este exemplo se reflicta em todos nos próximos jogos.
Parabéns PINA!
Ricardo Brito
Parciais: 11-20; 13-18; 15-20; 17-14
Marcha: 11-20; 24-38; 39-58; 72-56

Galitos: Pedro Pereira, Hugo Verde, João Gonçalves (3), Emanuel Silva (3), Pedro Marçal, Bernardo Fernandes (6), Henrique Romão (2), Francisco Cacho, Bruno Fartura (34), João Sérgio, Reynaldo Morales e Luís Pina (8).

7ª Jornada: Esgueira 83 – Galitos B/Atrium 81

Jogo muito intenso e emotivo . . .

Mais um derby, mais um jogo muito equilibrado, com muita intensidade, empenho e lealdade de parte a parte.
O jogo iniciou-se com supremacia do adversário que através de vários contra ataques foi-nos criando muitas dificuldades. Entrámos apáticos, pouco concentrados e lentos na altura de reagir. O 1º período terminou com o Esgueira na frente por 25-15.
No 2º período entrámos com outra atitude, fomos mais agressivos e melhorámos muito em termos defensivos. Pouco a pouco fomos encurtando distância, chegando ao intervalo a perder por apenas 1 ponto, 35-34.
A 2ª parte caracterizou-se por um enorme equilíbrio com as 2 equipas a alternarem na frente do marcador.
No 4º período chegámos a estar na frente por 8 pontos de diferença, 65-57, mas na parte final do jogo permitimos ao Esgueira encurtar distância, ganhar confiança, aproveitar o “ambiente quente” do pavilhão e discutir até final o jogo.
A menos de 1 minuto do fim, com o resultado em 69-67 para o Esgueira, relançámos o jogo através de um triplo, passando a nossa equipa para a frente.
A poucos segundos do fim, quando o resultado era de 71-70 para o Esgueira usufruímos de 2 lances livres, marcando apenas um, forçando o jogo a prolongamento.
O prolongamento manteve a mesma toada do jogo, as 2 equipas a entrega-rem-se completamente ao jogo, lutando muito pela vitória.
No final, o adversário acabou por ser mais feliz através de uma decisão muito polémica em que o árbitro assinala uma falta no último segundo que dá origem a 2 lances livres, que o adversário aproveitou para ganhar o jogo.
Foi um excelente jogo em termos de garra e de empenho de ambas as equipas. Proporcionámos a quem estava na bancada um jogo muito interessante, intenso, agressivo, emotivo, “impróprio para cardíacos”. Acreditamos sempre que poderíamos ganhar o jogo e demos o melhor de nós.
Este tipo de jogos equilibrados até ao último segundo dão-nos experiência, maturidade e é nestes ambientes que gostamos de evoluir e melhorar.
Estão todos de parabéns pela boa exibição, pela vontade, pelo empenho e pela garra.
Infelizmente hoje não ganhámos, mas as derrotas também fazem crescer as equipas, devemos aprender com os erros cometidos, trabalhar para fazer mais e melhor, para a vitória nos sorrir para a próxima.
André Leitão
Parciais: 25-15; 10-19; 11-12; 25-25; 12-10
Marcha: 25-15; 35-34; 46-46; 71-71; 83-81

Galitos: Filipe Pereira (5), Alexandre Oliveira (6), Ricardo Reis (3), João Paulo Martins (9), João Azóia (6), Pedro Godinho (5), João Carlos Tavares (11), Miguel Ferreira (1), João Lamas, Miguel Carvalho (1), Ricardo Perdigão (15) e Pedro Melo (19).

Aprender na ACB (2)

A qualidade do jogo na ACB, do nosso campeonato e do jogador português


Por António Paulo Ferreira


A observação de um jogo da liga ACB, desde que existam motivos de interesse técnico, rapidamente nos faz perceber o rico contexto de aprendizagem que se pode ter na frente. Para um treinador estes jogos podem ser excelentes CLINICS. Não apenas estão presentes muitos dos melhores jogadores europeus da actualidade, como o próprio jogo, possui uma qualidade táctica e estratégica de assinalável valor e variedade. É evidente que para que isso aconteça, não é alheia a capacidade competitiva que as equipas possuem. O equilíbrio é grande, são em muitos casos jogos de 50/50 para cada equipa. É neste triângulo formado por artistas de qualidade, valor e variedade táctico-estratégica e equilíbrio dos jogos, que a liga ACB vai alimentando, jornais, revistas, sites e opinião pública em torno do basquetebol.

A experiência por que passei fazia-me frequentemente perguntar se não poderíamos ambicionar a uma aproximação. Oiço muitas vezes dizer que “quando entramos em Badajoz percebe-se um basquetebol diferente”. Não sei se é realmente verdade. Mas pergunto-me como seria possível tornar a nossa competição mais rica e o jogo ganhar em qualidade, com tudo o que de acréscimo daí pode advir para o basquetebol. Claro que não há soluções milagrosas, nem fórmulas de copiar e colar rapidamente. Há que fazer o diagnóstico, debater soluções, encontrar consensos que nos comprometam a todos e sobretudo, tomar decisões. Seguir firmemente por algum lado, sabendo que qualquer caminho escolhido tem vantagens e inconvenientes.

Parece-me que a qualidade do nosso jogo só poderá ser mais elevada se tornarmos o nosso campeonato – a LPB – mais competitivo. Refiro-me a modelos competitivos que pressionem jogadores, treinadores e dirigentes a melhorarem a qualidade do seu trabalho de forma a contribuir para elevação do nível do jogo praticado. Comparativamente à ACB, a grande questão é que a competição no nosso caso, não pode ser feita com os melhores da Europa. Provavelmente não teremos dinheiro para isso, nem agora, nem num futuro próximo. Ela terá de ser alimentada fundamentalmente pelos jogadores que temos e por aqueles que necessariamente o nosso trabalho terá de se empenhar em formar. Refiro-me claramente ao JOGADOR PORTUGUÊS. Acho que não há ideias brilhantes sobre esta matéria, se houvessem certamente algo já teria sido feito. Julgo que no interesse do basquetebol, todos temos responsabilidades em dar contributos neste sentido. Lanço três tópicos que me parecem importantes neste debate sobre esta questão da competitividade e do jogador português:

1. A necessidade de uma competição equilibrada. Julgo importante encontrar consensos sobre fórmulas competitivas que privilegiem o equilíbrio. Obviamente sem retirar mérito aos melhores. De há uns anos a esta parte, existe um fosso entre os melhores e os menos bons no basquetebol português. Há uma diferença grande entre as equipas que ganham muito e aquelas que ganham muito pouco. No entanto, sabe-se que são os contextos de equilíbrio, os que melhor propiciam a evolução dos jogadores e das equipas. Pensar em modelos competitivos que (como antes) dividam as equipas em poules de 6 para cima e 6 para baixo, com alguma permeabilidade entre os grupos no apuramento para os playoff e com a realização do antigo play-out, no estado actual do nosso basquetebol, não me parece um regresso ao passado. Parece-me uma forma de atingir dois propósitos: por um lado, as equipas jogarem mais, por outro, fazerem-no mais vezes em contextos de maior competitividade. Os menos bons não deixam de jogar com os melhores, mas jogam mais vezes com aqueles que são mais iguais a si. Os melhores jogam mais vezes com aqueles que para si podem constituir melhores desafios. Assegurar a competitividade é um factor de estímulo à evolução.

2. Ir para a Europa. Incentive-se com clareza a participação nas competições europeias. Participar nas competições europeias tem que ser visto como uma necessidade e uma oportunidade para jogadores, treinadores, dirigentes e adeptos. Uma necessidade, porque a nossa ambição colectiva deve procurar algo mais do que aquilo que actualmente vai fazendo. Não nos podemos fechar basquetebolisticamente à Europa. Uma oportunidade, porque jogar com aqueles que teoricamente são melhores, faz-nos crescer e perceber o caminho a trilhar. Sabendo a distância que nos separa de algumas realidades europeias, esta necessidade e oportunidade não podem ser perdidas durante mais tempo. O bom exemplo que vivemos na presente época com o SLBenfica diz-nos isso. A um outro nível, é interessante verificar que os responsáveis pelos Estudiantes consideram a sua participação na Eurocup um desastre financeiro. O saldo entre o retorno financeiro permitido pela receita dos jogos em casa quando comparado com os gastos de participação na prova é claramente muito negativo. Em todo o caso, o clube alinha no pensamento dos seus treinadores, que afirmam com muita clareza a importância dessa participação, não apenas na lógica de desenvolvimento do projecto do clube, como mais uma presença europeia do basquetebol espanhol.

3. Faz sentido nos dias que correm, e no basquetebol que temos, pensar em criar medidas de estímulo à perspectiva de carreira para o jogador português? Criar medidas que estimulem a carreira, é até certo ponto “proteger” o jogador português. Não confundo protecção com privilégio. O meu conceito de protecção prende-se com a criação de condições para que os jogadores trabalhem mais e melhor. Viveram-se anos de liga profissional em que se dizia que o pior que podia acontecer era encontrar medidas de excepção para o jogador português. Na altura achava interessante a ideia, os argumentos que se apresentavam faziam sentido naquela tentativa de oferecer um salto que me parecia qualitativo. Dizia-se que o mérito e o valor haveriam de distinguir aqueles que por opção enveredassem pelo caminho profissional, e por isso demonstravam competência. Não tenho dúvidas em concordar em absoluto com esta visão, quando por trás, há uma expectativa sólida de carreira a suportar a actividade profissional do jogador. Para argumentar melhor a pergunta que faço, partilho aqui uma pequena história. Neste momento na ACB, há um jovem que é a revelação da liga: Nicola Mirotic do Real Madrid. Apesar de não ser espanhol chegou a Madrid em 2006 como primeiro ano de sub-20. Percebia-se o seu potencial, mas no primeiro ano de subida a sénior foi emprestado ao Palencia Baloncesto (Leb-Oro). A meio da época passada, o Real Madrid foi buscá-lo, é de momento um jogador fundamental no seu plantel. Está a fazer uma liga incrível, com uma participação na Euroliga igualmente de grande nível. Exemplos destes, de tão grande sucesso não são assim tão frequentes. Mas só têm possibilidades elevadas de acontecer em sistemas onde a perspectiva de carreira oferece garantias para desenvolver trabalho. É assim com os jogadores, mas também com os treinadores. A pergunta que deixo resulta do entendimento de que esta perspectiva de carreira não me parece existir na nossa realidade actual. Se assim é, como será possível globalmente melhorar a qualidade do jogador português sem mecanismos que os ajudem a treinar mais e melhor? Não duvido que alguns contextos – clubes – dão contributos muito assinaláveis neste sentido. Pela minha experiência e pelos clubes por onde tenho andado, tenho cada vez mais dúvidas se apenas o valor do trabalho será suficientemente eloquente para que um jovem em idade de decididamente pensar na sua vida se convença em decididamente apostar numa carreira de jogador.

Estas três reflexões até podem parecer contraditórias: ser mais competitivo, ir para a Europa e ao mesmo tempo, apostar no jogador português. Será um contra-senso? Não quero acreditar que seja. Escrevo isto com a convicção de que o nosso basquetebol não será qualitativamente melhor e mais competitivo se não nos comprometermos em dar contributos à melhoria do nível médio do jogador português. Tenho outra certeza também, o basquetebol da ACB é tão elevado porque a qualidade média do jogador espanhol é igualmente assinalável.
António Paulo Ferreira

Mês de Março – Sub-18 B Masculinos

Destaque Mensal de participação nas actividades da Equipa

No mês de Março de 2011, destaque para o atleta Miguel Ferreira que participou em 100% das actividades do mês e para mais 9 atletas que participaram em mais de 70%.


Feliz Aniversário

A Secção de Basquetebol do Clube dos Galitos felicita o atleta Sub-16 José Maya Seco pelos seus 16 anos e deseja-lhe as maiores felicidades.


Uma alegria compartilhada transforma-se numa dupla alegria; uma tristeza compartilhada em meia tristeza.

Autor Desconhecido

3º Encontro realizado só com atletas do MiniGalitos


Realizou-se hoje mais um encontro no Galitos só com atletas do MiniGalitos. Estiveram presentes 27 atletas dos Sub-12 e Sub-13 e alguns Sub-10
Começámos por dividir os atletas em 6 equipas, todas elas mistas disputando cada uma 3 jogos de apenas 2 períodos.
Na 2ª parte do encontro foram formadas 2 equipas femininas que realizaram um jogo entre si e 4 equipas masculinas que realizaram mais uma partida.
No final do encontro foi realizado o jogo do Alemão com cada equipa a escalonar os seus elementos para a 2ª fase do jogo.
Foi mais um encontro onde, apesar de ser disputado apenas com atletas do MiniGalitos, todos participaram bastante, divertiram a aprender a jogar e aperfeiçoaram as suas habilidades.
Vamos continuar a trabalhar para que os nossos atletas possam continuar a evoluir e a crescer de forma saudável e gostem cada vez mais deste nosso jogo.
Aos pais em geral o nosso agradecimento por continuarem a colaborar connosco e a marcarem presença em todas as iniciativas e ao Pai Fartura pela habitual cobertura fotográfica. Parabéns a todos.
João Cura

MiniGalitos: Leonardo Maio, Dinis Mota, Francisco Cordeiro, João Nascimento, João Matias, Tiago Sá, Vasco Silva, Margarida Cura, Joana Mendes, Beatriz Santos, Iris Fartura, Afonso das Neves, Mariana Fonseca, Catarina, David, Vasco, Luís Gonçalves, André Alves, Carolina Tavares, Rui Jorge Ribeiro, João Diogo, Martim Jesus, José Balseiro, Pedro Gonçalves, João Afonso Alves, João Vasco e Tiago Pedrosa. Treinadores: Tó Benjamim, Sofia Pinho e Melo, Sara Calão, Luís Oliveira, Rui Labrincha e João Cura.









Sub-18 Masculinos A perdem no Vasco
Sub-16 Femininos vencem Olivais


Os Sub-18 Masculinos A foram a Gaia perder com o Vasco da Gama por 67-60 averbando assim a sua 2ª derrota no Campeonato Nacional. Num jogo que o Vasco liderou desde o inicio e o Galitos andou sempre atrás do resultado. Nos minutos iniciais do 4º período a vantagem subiu até aos 18 pontos de diferença mas os Galináceos não baixaram os braços encetando uma recuperação encostando a apenas 1 ponto na entrada dos últimos 30 segundos. Na recta final o Vasco foi mais feliz e acabou por vencer.
Neste momento a liderança é repartida por 3 equipas todas com 2 vitórias - Galitos, FC Porto e Vasco da Gama.

As Sub-16 Femininos derrotaram o Olivais por 69-68 e desta forma mantêm-se na liderança da sua série do Torneio Inter-Associações juntamente com mais 2 equipas quando faltam apenas a jornadas.

Os Sub-18 Masculinos B perderam em Esgueira por 83-81 após prolongamento. Num jogo muito equilibrado e muito emotivo dentro e fora do campo foi necessário recorrer a 5 minutos suplementares para encontrar o vencedor.

Os Sub-8 do MiniGalitos participaram em mais um encontro na Gafanha e os Sub-12 organizaram mais um encontro no Galitos tendo participado quase 30 atletas.

Técnica Individual
vs

Táctica Individual


Por Manolo Povea


O Treinador Manolo Povea, outro dos preletores do III Clinic José Nogueira, apresenta algumas ideias sobre o importante conceito na formação de jogadores - Táctica Individual.

Técnica e táctica, são sem duvida, dois dos termos mais frequentes numa conversa entre treinadores de basquetebol. Não interessa a idade dos nossos atletas ou o patamar da competição. É também frequente associar a classificação de "individual" com os conceitos da técnica, entanto que associamos a classificação "colectivo" às questões da táctica. Entendemos, de uma forma geral, que a técnica é individual e a táctica é colectiva e esta ideia não é, de forma nenhuma, errada. Mas o facto de não ser errada não a torna correcta, ou pelo menos, não totalmente correcta.

O treinador de formação - sempre a falar de uma forma geral - entende que deve trabalhar a técnica individual dos seus atletas como principal objectivo do seu desempenho. Se calhar, até fica pouco a vontade - nomeadamente aquele que treina em escalões mais jovens - a falar de táctica, toda a vez que pode entender que a táctica, pelo facto de ser colectiva, é sinonimo de sistemas e estratégias, e que não tem muito a ver com o basquetebol de formação.

Por outro lado, ouvimos treinadores a falar das dificuldades que encontram para ter sucesso no seu jogo de ataque, seja contra individual ou zona, sejam sistemas ou jogo por conceitos. Lamentam-se de não dispor de jogadores "mais inteligentes" que consigam aproveitar aquelas situações que o treinador idealizou para eles.

Nos dois casos, estamos a falar de inquietudes naturais, de preocupações legítimas. Mas o problema está em que o planeamento é incompleto. Falta um elemento, que na minha opinião é o elemento fundamental, e que provavelmente será o menos trabalhado, quer na formação, quer ao mais alto nível: a táctica individual. Aparece pela mão da técnica individual, para completá-la e dar sentido, e torna-se tão importante que sem ela dificilmente podemos ter sucesso na táctica colectiva.

Para resolver este problema, alguns treinadores elevam a complexidade da táctica colectiva relativamente ao patamar onde competem, com o fim de superiorizar-se ao adversário. Outros resolvem afastar tacticamente do jogo aqueles atletas menos evoluídos. Contorna-se o problema, não se confronta... Isto é apenas “fugir para o frente”.

Só se dedicarmos tempo e trabalho na táctica individual é que iremos conseguir ter melhores jogadores de basquetebol, porque a falta de formação não pode ser escondida, mais cedo ou mais tarde, é sempre descoberta. Como diz um antigo provérbio: "Com uma mentira pode se chegar muito longe, mas sem esperanças de regressar"
Manuel Povea

Mês de Março – MiniGalitos Sub-6

Destaque Mensal de participação nas actividades da Equipa

No mês de Março registámos 16 atletas com assiduidade igual ou superior a 80%. Num total de 8 treinos realizados, houve 5 atletas que obtiveram 100% de presenças a treinos.


Feliz Aniversário

A Secção de Basquetebol do Clube dos Galitos felicita o atleta Sub-13 Bernardo Matias pelos seus 12 anos e deseja-lhe as maiores felicidades.


Seniores Femininos perdem em Coimbra
Sub-16 Masculinos A perdem no Gumirães


As Seniores Femininos foram a Coimbra perder com o CAD por 76-69. Depois de 3 vitórias consecutivas sobre os 3 primeiros classificados o Galitos não conseguiu dar continuidade aos excelentes resultados que vinha obtendo.

Os Sub-16 Masculinos A perderam em Viseu frente ao Gumirães por 72-56 num jogo disputado no campo onde é bastante difícil vencer e onde se apresentaram sem um dos seus jogadores mais influentes.

As Sub-19 Femininos derrotaram a Oliveirense por 68-52 no 1º jogo da 2º volta da 4ª fase do campeonato distrital.

Os Sub-16 Masculinos B perderam em casa com o Sangalhos por apenas 46-53 num jogo em que se apresentaram sem vários jogadores da equipa.

Os Sub-14 Masculinos A foram a Ílhavo vencer o Illiabum por 49-52 num jogo de preparação. Depois de terem terminado a sua participação no Torneio Nacional os jovens Galináceos aproveitaram a paragem na competição para se manter em actividade vencendo este treino apesar não terem realizado uma boa exibição.



Galináceos no Projecto de 99 da ABA



Alguns jovens atletas do Galitos voltaram a estar presentes em mais uma Acção, a 3ª desta época, do Projecto 99.

No treino de hoje que decorreu na Escola EB 2.3 José Ferreira Pinto Basto em Ílhavo paraticiparam o André Alves, o João Pedro Querido e a Mariana Limas.

Aprender na ACB

Os jogadores jogam que se fartam!


Por António Paulo Ferreira


O treinador António Paulo Ferreira, um dos prelectores do III Clinic “José Nogueira” que se realiza no próximo dia 9 de Abril esteve em Espanha onde acompanhou durante 2 semanas uma das equipas mais fortes da competitiva liga ACB.
Nos próximos dias apresentaremos um conjunto de reflexões sobre esta experiência.

O que designo por “Aprender na ACB” resulta de duas ideias fortes que caracterizaram uma experiência passada com os Estudiantes Club de Baloncesto durante 15 dias.

A primeira, a ideia de Aprender. Observar uma realidade que não conhecemos tão bem, é sempre um contexto de aprendizagem para um treinador que a isso se disponha. Não só encontra motivos para questionar muitas das suas práticas, o que é sempre positivo. Mas percebe muitas outras razões para reforçar as suas convicções, algo ainda mais gratificante. Apesar de passar o tempo com os treinadores do Estudiantes, particularmente com Alberto Lorenzo (treinador adjunto da equipa ACB), a minha reflexão ultrapassava frequentemente o clube e as pessoas.

Resultou daqui a segunda ideia forte que o título expressa. Uma inevitável reflexão sobre o que ia vendo no enquadramento de um clube ACB, e de um modo geral, sobre a realidade do basquetebol espanhol. No fundo, tratava-se de fazer um exercício de comparação sobre as razões pelas quais “mesmo ao nosso lado” temos um basquetebol tão distinto em dimensão e qualidade, daquele a que assistimos na nossa realidade. Ao pensar nas diferenças, estarei longe de as elencar de forma completa. Nem me arrojo a tanto despropósito.

Serei capaz apenas de descrever algumas impressões sobre o que tive oportunidade de ver, contaminadas pelo meu próprio modo de pensar o jogo. Fá-lo-ei centrado em cinco grandes temas – 5 crónicas –, que aparentemente distintos, me parecem complementar-se entre si. Tenho a ideia de que o papel dos treinadores é de vital importância para o desenvolvimento continuado do nosso jogo. Por isso o objectivo destas linhas é tão somente lançar debate, deixar opinião em torno de questões, que actualmente me parecem pertinentes no domínio do basquetebol de rendimento.

Não me parece desajustado dizer que na realidade da ACB os jogadores JOGAM QUE SE FARTAM! Isto é, há muitos jogos. Para aludir a muitos aspectos do treino e da condução do jogo, Jorge Araújo dizia frequentemente (tem-no escrito em diversos livros) que quem joga são os jogadores. Mas para eles jogarem é preciso que tenham jogos. A ACB tem 18 equipas, o que perfaz uma fase regular com 34 jogos. Começando a jogar em Outubro e terminando em meados de Maio (início do playoff), muitas semanas são necessariamente de jornada dupla. Cerca de 45% das equipas (5 na Euroliga e 3 na Eurocup) estão (ou estiveram) envolvidas nas competições ULEB, e tendo em conta a Copa do Rey – competição de grande carisma na vida do basquetebol espanhol –, para estas equipas jogar o seu “joguinho” semanal é uma raridade ao longo da época. As equipas de top terminam a época com cerca de 60 jogos oficiais, número significativo se considerarmos os 8/9 meses de época normal.

Quando afirmo que os jogadores jogam, quero ressaltar a importância do jogo na formação da qualidade dos jogadores, e consequentemente no contributo que isso pode dar à exposição pública de uma competição. Ao nível do basquetebol de rendimento, os jogadores fazem-se jogando, porque é para os jogos que se preparam e treinam, e nele são obrigados a demonstrar competências.

Uma competição com poucos jogos é uma competição que limita a necessidade de superação permanente a que jogadores e treinadores devem estar sempre sujeitos, para além de ter uma visibilidade reduzida aos poucos jogos que tem. Ao contrário, uma competição em que se jogue mais vezes, é uma competição que por si só gera motivos de interesse vários para todos os que participam, força a necessidade de desempenhos mais sólidos e consistentes ao longo do tempo, e que não se duvide, jogar mais vezes nestas condições é factor de promoção da qualidade.

Olhando para a nossa LPB, há equipas que chegam ao final da época com menos de 30 jogos oficiais. Pode-se pensar que não sendo uma competição profissional estará muito bem assim. Este não é o meu argumento. Não sendo uma competição profissional, sabemos há equipas profissionais, e as que não o são, não creio que não o gostassem de ser. Trinta jogos/época parece-me pouco.

As equipas de rendimento constroem-se para competir. Jogos sistematicamente espaçados de semana em semana, dilatam o compromisso preparação/competição por que as equipas de rendimento tanto anseiam. Por estranho que pareça até pode convidar a regimes de treino menos compatíveis com aquilo que se pretende ao alto nível.

Pela minha parte gostaria que se jogasse mais. Parece-me que se podem encontrar outras formas de disputa da competição mais representativa do basquetebol português que assegurem um bom compromisso entre mais jogos e mais competição em cada jogo, sem esquecer os dias de crise difíceis em que vivemos, aos quais o basquetebol não está obviamente imune. Não querendo fazer comparações desajustadas, na ACB os jogadores e as equipas fartam-se de jogar, por cá, parece-me que se podia jogar bastante mais.
António Paulo Ferreira

Resumo da 4ª Fase


Estamos a melhorar

A equipa continuou o seu percurso, defrontando agora o Vale de Cambra, AD Vagos, GD Gafanha e ainda, de novo as equipas “B” e “C” da Ovarense, com quem já havíamos jogado.
Para esta fase conseguimos em 1º lugar apresentar maior estabilidade ao nível do grupo, incluindo ainda mais atletas novos, ultrapassando a “praga” de lesões que nos assolou em Dezembro, através de trabalho preventivo e alguma sorte também. Assim, a qualidade do treino melhorou bastante o que se reflectiu claramente no desempenho nos jogos.
Continuamos a insistir nos conteúdos técnicos, drible, passe e lançamento (trazendo exercícios do Projecto JEEP) e evoluímos para trabalho de saída para o ataque, abordando o 1º passe, a ocupação de corredores e a chegada em vantagem numérica. Paralelamente conseguimos abordar a recuperação defensiva. Posteriormente, já na parte final desta fase, o 1x1 foi a nossa preocupação principal, trabalhando paragens e arranques, fintas e agressividade.
Nos jogos conseguimos colocar em prática o que trabalhámos, mas sempre com alguma irregularidade nas nossas exibições. Dos fins-de-semana de paragem viemos sempre mal, com pouco ritmo e sem iniciativa, o que nos levou a uma péssima exibição em Vale de Cambra e posteriormente com a Ovarense “C” após a pausa carnavalesca. De destacar as melhorias significativas nos embates com Ovarense “B” e Vagos onde conseguimos diminuir as diferenças da 1ª para a 2ª volta.
Como em todas as equipas neste nível etário assistimos a uma grande irregularidade exibicional, independentemente dos resultados, mas claramente evoluímos e melhorámos, especialmente ao nível de organização de qualidade no treino e evidentemente ao nível técnico. Ficaram as portas (e janelas) bem abertas para prosseguirmos o nosso caminho.
Luís Araújo

Feliz Aniversário

A Secção de Basquetebol do Clube dos Galitos felicita a atleta Sub-12 do MiniGalitos Mariana Gouveia pelos seus 11 anos e deseja-lhe as maiores felicidades.

Feliz Aniversário

A Secção de Basquetebol do Clube dos Galitos felicita a atleta Sub-19 Ana Catarina Pinho pelos seus 18 anos e deseja-lhe as maiores felicidades.



III Clinic José Nogueira



O espanhol Manolo Povea, treinador do Penafiel é um dos preletores

Currículo:
  • Treinador desde 1984;
  • De 1984 a 1995 treinou equipas de Formação em Clubes ACB (MAYORAL MARISTAS e UNICAJA MÁLAGA) sagrando-se Campeão da Andaluzia de Iniciados (1989 e 1992) e de Juniores (1991)
  • De 1992 a 1995 foi responsável pela Selecção Autonómica de Andaluzia sagrando-se Campeão de Espanha em 1993 e Vice-Campeão em 1994 e 1995;
  • De 1995 a 2003 foi Treinador adjunto da equipa ACB UNICAJA vencendo a Taça Korac em 2001 e sendo Vice-Campeão da Taça Korac em 2000 e Vice-Campeão da Liga ACB em 2002;
  • Em 2005 vem para Portugal e até 2007 treinou o LUSITANIA na Liga Portuguesa vencendo a Taça da Liga em 2007;
  • Em 2007/08 muda-se para a OVARENSE onde é finalista da Taça da Liga, vence a Fase Regular e sagra-se Campeão Nacional da Liga Portuguesa
  • Em 2008/09 regressa a Espanha para treinar GESTIBÉRICA CIUDAD DE VIGO BASQUET da LEB Prata e 2009/10 o KICS CIUDAD DE VIGO BASQUET da LEB Ouro
  • Na presente temporada regressa a Portugal para treinar o CLUBE BASKET PENAFIEL/SENTIR PENAFIEL no ano de estreia desta equipa na Liga Portuguesa sendo finalista da Taça de Portugal

Mês de Março – Sub-16 A Masculinos

Destaque Mensal de participação nas actividades da Equipa

Num mês com bastante actividade, onde também prestámos homenagem a Rodrigo Penicheiro no seu Torneio, destaque para 14 atletas com mais de 75% de participação nas actividades da equipa, destes destaque para Hugo Verde que realizou 100% das actividades.


10ª Jornada: Gafanha 62 – Galitos/DUNIK 58

Não merecemos…

Depois de na semana anterior termos deixado um óptima imagem no confronto com o Vagos, chegados a defrontar o Gafanha estivemos muito aquém daquilo que já conseguimos fazer.
Entrámos desastrados, mas principalmente sem ritmo e sem velocidade. E foi precisamente na velocidade que o adversário nos levou a melhor, conseguindo finalizar com muita vantagem e sem oposição diversos contra-ataques.
A 1ª parte foi marcada pelo equilíbrio, apesar dos nossos inúmeros erros, principalmente no passe e com más leituras ao exagerarmos no drible e individualizarmos demasiado. Descontos de tempos pedidos e a tónica era a mesma, não forçar na saída para o ataque e procurar passes fáceis e tensos, mas… entre o que pedimos e o que executámos ficou uma diferença muito grande. O adversário, como ao longo do todo jogo viveu dos nossos erros, colocando-nos muita pressão e finalizando fácil.
Na 2ª parte, continuámos com os erros técnicos, mas continuávamos a discutir o jogo até… as pernas faltarem, permitindo ao Gafanha carimbar a vitória. Nos últimos minutos ainda tivemos oportunidade de aproximar no marcador mas não merecemos.
Avisámos que este adversário merecia todo o nosso respeito e deveríamos encará-lo com humildade e cumprir os aspectos que trabalhámos ao longo das últimas semanas, nomeadamente o 1x1 e a saída para o ataque (privilegiando o 1º e 2º passe). Fica a lição e os parabéns ao adversário que mereceu a vitória. Para nós fica ainda o desafio de tentar contrariar estes recuos na nossa evolução.
Luís Araújo
Parciais: 16-11; 11-14; 20-16; 15-17
Marcha: 16-11; 27-25; 47-41; 62-58

Galitos: Leonardo Matias (13), Rodrigo Leite, Rui Pereira (16), Alexandre Pereira (2), Henrique Rocha, Luís Patrício (1), Luís Almeida (2), Ricardo Rosa-do (2), Vasco Peralta (20), João Lebre, Henrique Marques e António Matias (2).


Feliz Aniversário

A Secção de Basquetebol do Clube dos Galitos felicita a atleta Sénior e Treinadora dos Sub-6 Rita Andrade pelos seus 21 anos e deseja-lhe as maiores felicidades.


Feliz Aniversário

A Secção de Basquetebol do Clube dos Galitos felicita o atleta Sub-18 Francisco Gonzalez pelos seus 18 anos e deseja-lhe as maiores felicidades.


Feliz Aniversário

A Secção de Basquetebol do Clube dos Galitos felicita o atleta Sub-18 José Sá pelos seus 18 anos e deseja-lhe as maiores felicidades.

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